Pisar na areia, os pés descalços... Sentir o cheiro da maresia... Molhar o corpo por inteiro. Emergir da água, Como sereia... Correr no campo alçando o vôo... Puxando o galho da goiabeira. Sentir o cheiro acre e morno, Que vem do grupo das lavadeiras... Cantando em versos O bate e torce das roupas alvas Nas corredeiras... Pele morena, do sol à pique Mãos buliçosas, Seios arfantes! Olhos matreiros, lábios brejeiros. Sorriso doce da tal goiaba... Na noite serena e enluarada O som da viola entre lamentos... Que vem de algum lugar da mata... Corpos suados Dançam frenéticos, dançam sedentos, Entregam-se ao orvalho da madrugada!